25 de março de 2013

Segunda Saudável: Tucumã

Fonte: Acervo LABPALM
Conta uma lenda amazônica que, há muitos anos, um cacique resolveu oferecer a noite como presente de núpcias para sua filha. Para isso, prendeu-a dentro de um coco da palmeira do tucumã, entregando-a à moça, que seguiria de canoa ao encontro do noivo. 

Durante o trajeto, entretanto, embora a noite se encontrasse bem presa dentro da casca grossa e dura do tucumã, os índios que conduziam a canoa podiam escutar os ruídos misteriosos que ela fazia. Um deles, tomado pela curiosidade, não pôde conter-se e abriu o coco, deixando ela escapar e fugir velozmente. Esta, então, estabeleceu-se confortavelmente no firmamento celeste. 

Agora que a noite já tomou o seu lugar no céu, o fruto da palmeira tucumã só esconde a polpa. Bastante oleosa e amarelada, a polpa de tucumã tem um sabor que lembra do damasco. 

Este tucumã de que estamos falando é mais frequente em descampados ou locais de vegetação de porte baixo e menos densa. Encontra-se por todo o Amazonas, Acre e Rondônia e espalha-se por outros países amazônicos. É frequentemente consumido ao natural, podendo ser acompanhado de pão e tapioca. Também é conhecido como tucumã-do-amazonas, em oposição ao tucumã-do-pará (Astrocaryum vulgare). Este último é bem mais avermelhado e fibroso, sendo menos agradável de se consumir ao natural do que o outro. É, porém, utilizado com maior aproveitamento na produção de vinhos, licores e sorvetes. 

Ambos são muito nutritivos e extremamente ricos em vitamina A. Durante a década de 1970, inclusive, dizia-se que o tucumã era o fruto encontrado na natureza que mais dispunha de vitamina A. 

Os cocos de tucumã têm ainda outra utilidade: depois de descascados, os mais vistosos, com ranhuras bem definidas e bonitas, dependendo da vontade e da criatividade do artesão, servem para enfeitar cabaças, bilros e até calçados. 

Sempre disponível nas feiras das cidades amazônicas, sobretudo entre os meses de janeiro e abril, é comum ver homens carregando às costas grandes cestas repletas de tucumãs, presas por uma cinta à testa. 

Fonte: O Poder das Frutas / Wikipédia 


Banda da semana... Temple of the Dog


O Temple of the Dog foi mais um projeto temporário de alguns amigos em homenagem ao cantor Andrew Wood do que propriamente uma banda. Andrew foi vocalista das bandas Mother Love Bone e Malfunkshun, bandas pioneiras do grunge, e morreu em Março de 1990, vítima de uma overdose de heroína. 

Fizeram parte desse projeto: dois membros dos Soundgarden, o vocalista Chris Cornell (que conhecia Andrew, pois havia sido seu companheiro de quarto em Seattle) e o baterista Matt Cameron; dois ex-membros do Mother Love Bone, o guitarrista Stone Gossard e o baixista Jeff Ament; além de dois ainda desconhecidos amigos de Gossard, o vocalista Eddie Vedder e o guitarrista Mike McCready. 

O disco recebeu críticas positivas, mas só recebeu a atenção que merecia depois que os Pearl Jam (banda formada por Gossard, Ament, Vedder e McCready após o fim do Temple of the Dog) tiveram reconhecimento mundial com seu primeiro disco chamado “Ten”. 

O nome Temple of the Dog foi tirado de uma das músicas compostas por Andrew para o Mother Love Bone, chamada “Man of Golden Words”. Destacam-se nesse disco algumas excelentes músicas como “Say Hello 2 Heaven” e “Reach Down” (ambas compostas por Chris Cornell quando soube da morte do antigo amigo), além da bela “Hunger Strike”, onde Cornell e Vedder protagonizam um inesquecível dueto. 

Depois do fim dessa homenagem, Matt Cameron e Cornell voltam para o Soundgarden (após o fim do Soundgarden em 1997, Matt Cameron se juntou ao Pearl Jam) e o resto, como dito acima, forma o Pearl Jam que hoje é uma das mais populares bandas nascidas na efervescente Seattle do início década de 90. 

Logo após a finalização do álbum, aconteceu o único show dos Temple of the Dog, em 13.11.1990. Em Setembro de 1992, os membros se reúnem pela última vez, no último show do festival Lollapallooza daquele ano (que contava com a presença dos Soundgarden e dos Pearl Jam). Casualmente, tem acontecido reuniões do grupo, quando Cornell participa de shows do Pearl Jam (já que Cameron é baterista da banda de Eddie Vedder desde 1998, um ano após o fim do Soundgarden). Geralmente nessas oportunidades, se ouve Hunger Strike e Reach Down. A mais recente apresentação foi no dia 4 de setembro de 2011 em comemoração do 20° aniversário do Pearl Jam. 

A discografia do Temple of the Dog consiste de apenas um álbum auto-intitulado, lançado pela A&M Records em 16 de abril de 1991. Desse álbum, foram lançados três singles: "Hunger Strike", "Say Hello 2 Heaven" e "Pushin Forward Back". O álbum conseguiu a certificação platina nos Estados Unidos e no Canadá. 

O álbum entrou na lista dos "500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos" feita pela Rolling Stone. 

Fiquem agora com com “Hunger Strike”. Grande abraço e até semana que vem. 



Long Live, Rock’n Roll \o/ 


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