4 de abril de 2013

Há algo de podre no reino da Dinamarca

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A famosa frase shakeaperiana revelava a suspeita que o jovem príncipe Hamlet tinha sobre a morte de seu pai. Lembrei-me dessa frase ainda há pouco, quando assisti uma matéria sobre a morte de dois jovens diante de câmeras de segurança e próximo à uma viatura policial. 

Em minha reflexão, pensei no pai de um dos garotos, catador de materiais recicláveis, sem condições financeiras para contratar um advogado particular e garantir a apuração do que ocorreu com seu filho. 

Por que pensei nisso tudo? Porque esse senhor deveria recorrer aos Direitos Humanos, que em qualquer país sério se ofereceria para acompanhar o caso. Mas aqui no Brasil, acho improvável.

Agora então, que a Comissão dos Direitos Humanos que representa o governo federal, é presidida por alguém que declaradamente tem fortes opiniões contrárias àqueles que divergem de sua religião, é que não tenho esperança alguma de que cidadãos comuns tenham seus direitos humanos respeitados. 

Vivemos mais um momento em que a sociedade pensante precisa se unir, protestar, questionar e mostrar sua força. Um cargo como esse pressupõe um mínimo de humanidade por parte de quem pretenda ocupá-lo. Precisa de alguém que seja capaz de respeitar tudo que for diferente de si, afinal somos diferentes e isso é uma característica do humano. 

Se não for assim, os direitos serão reconhecidos apenas para alguns grupos específicos. Já lutamos contra isso agora, mas se continuarmos nessa toada, isso será institucionalizado, nosso Estado será direcionado para alguns grupos específicos. Assim, de algo podre no reino da Dinamarca, cairemos em definitivo no poço do fedor eterno, mas essa é outra história, outro filme que em breve poderemos ponderar sobre ele!


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