2 de janeiro de 2012

Segunda Saudável: Figo

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O figo, fruto da figueira-comum (Ficus carica) uma árvore da família Moraceae, está presente em todos os continentes, com excepção da Antárctica.

Os figos são caracterizados pela sua estrutura carnuda e suculenta. Variam drasticamente na cor, apresentando uma coloração branco-amarelada que pode ir até roxa, e variam igualmente na textura subtil, dependendo da variedade. Estão disponíveis de Junho a Setembro, embora alguns figos europeus estejam, frequentemente, disponíveis durante o Outono. Os figos secos estão disponíveis durante todo o ano.

Os figos são o único fruto que têm uma abertura, chamada de “ostíolo" ou "olho", que não é ligado à árvore, mas que ajuda o desenvolvimento da fruta, aumentando a sua comunicação com o meio ambiente.

Simbolicamente, podemos dizer que o figo existe desde o início dos tempos, já que a sua árvore, a figueira, é a primeira planta descrita na Bíblia, no livro do Gênesis, quando Adão se veste com as suas folhas, ao notar que está nu.

A figueira é originária da região do Mediterrâneo e o seu uso iniciou-se na Idade da Pedra. Trata-se de umas das primeiras plantas cultivadas pelo homem. O figo comestível era cultivado em todas as civilizações do Mediterrâneo, na antiguidade, incluindo os povos egípcios, judeus, gregos e romanos.

O figo tinha a vantagem de poder ser seco e de se manter adequado à alimentação durante meses. Para atravessar o deserto, os povos antigos do Médio Oriente e norte da África utilizavam frutas secas, entre elas o figo, ricas em nutrientes e fáceis de conservar.

Foram os romanos que levaram o figo da região do Mediterrâneo para o resto da Europa, onde continuou a ser um alimento venerado: na França, por exemplo, onde foi introduzido no final do século VIII, era comida de reis. Luis XIV mantinha uma plantação no palácio de Versalhes com mais de 700 figueiras só para abastecer a mesa real.

E, à semelhança do que acontece com os vinhos e champanhes, os franceses têm hoje os seus figos com “denominação de origem controlada”.

Fenícios, egípcios, gregos e romanos veneravam a figueira e o figo. Durante o Império Romano, era considerado sagrado: na mitologia romana, a loba que alimentou Rómulo e Remo, fundadores de Roma, descansou sob uma figueira. Era também considerado um fruto sagrado para os judeus, fazendo parte dos sete alimentos que crescem na Terra Prometida.

Na Grécia Antiga, era tão valorizado que foram criadas leis para proibir que os figos de melhor qualidade fossem exportados. Maias e astecas utilizavam a casca de figueiras nativas da região para produzir o papel utilizado nos seus livros sagrados.

Atualmente, a Califórnia é um dos maiores produtores de figos, além da Turquia, Grécia, Portugal e Espanha.

Vantagens e desvantagens

O figo é um fruto rico em potássio, este mineral desempenha um papel importante na regulação da tensão arterial, no equilíbrio dos fluidos do corpo e na contracção muscular.

Tem um leve efeito diurético pelo seu conteúdo em água e pelo já referido potássio, que poderá ser benéfico no caso de gota e hipertensão arterial ou em caso de perdas excessivas de potássio, como durante a utilização de diuréticos. É desaconselhado em casos de insuficiência renal, visto que nesta condição o consumo de potássio é restrito.

O seu conteúdo em fibra é importante para facilitar o trânsito intestinal, impedir a absorção de colesterol e ácidos biliares pelo organismo, promover saciedade e melhorar o metabolismo da glicose.

O cálcio é vital para a formação de ossos e dentes. É especialmente importante durante a infância e adolescência para assegurar um crescimento ósseo adequado. É também importante na idade adulta para prevenir e atrasar a perda de massa óssea, responsável pelo aparecimento da osteoporose e fraturas.

Cada 100 gramas de figo possui, em média, 150 calorias.

Como comprar e conservar

O figo é uma das frutas mais perecíveis, assim deve ser comprado com pouca antecedência ao momento que se pensa consumir. No figo, o enrugamento da pele e a pequena abertura sinalizam que está no ponto ideal para ser consumido. A abertura deve mostrar um tom que vai do vermelho ao grená. Se estiver esverdeada, o figo não está maduro.

Devem procurar-se figos com predominância de tons de roxo na casca. O figo é naturalmente macio, mas não se deve apresentar “desmanchado”. No momento da compra certifique-se que não contêm lesões. Cheirar os figos também pode dar pistas em relação à sua frescura e sabor.

Devem ter um perfume levemente doce e não emanar um odor acre, que é uma indicação de que podem estar estragados. Os figos maduros devem ser mantidos no frigorífico, onde permanecerão frescos por aproximadamente dois dias.

Uma vez que eles têm uma natureza delicada e podem ser facilmente esmagados, quando se armazenam, os figos devem ser cobertos ou envolvidos, a fim de garantir que não secam, não se esmagam e não adquirem odores de outros alimentos que estejam à sua volta.

Se o figo não estiver completamente maduro, pode ser deixado à temperatura ambiente num local que não receba luz directa do sol.

Os figos secos mantêm-se frescos durante vários meses e podem ser mantidos num local fresco e escuro ou armazenados no frigorífico. Evite deixá-los por muito tempo expostos ao ar, para que não fiquem duros ou secos demais.

Fonte: Wikipédia

Banda da semana...Fleetwood Mac!


A clássica banda de blues inglesa Fleetwood Mac chegou ao novo século com mais um lançamento, desta vez o registro de um show ao vivo nos Estados Unidos, no final dos anos sessenta. Intitulado Shrine, e gravado em 25 de janeiro daquele ano, o CD traz a banda em umas das suas inúmeras formações, então com Peter Green (guitarra e vocais), Jeremy Spencer (slide guitar, piano e vocais), Danny Kirwan (guitarra e vocais), John McVie (baixo e vocais) e Mick Fleetwood (bateria).

Este talvez seja, nunca se sabe, o último registro original da banda que detém uma das mais extensas, confusas e, para os leigos, incompreensíveis discografias do universo roqueiros dos anos sessenta - mais de 50 títulos nas lojas da rede.

Nascido em 1967, o grupo teve duas fases distintas, a primeira - até 1970, voltada para o blues clássico, e a segunda, com orientação pop - iniciada com Future Games, que consagrou-se com o lançamento do álbum Rumours (alias, esse álbum vendeu mais de 25 milhões de cópias).

A primeira fase, que contou com o guitarrista Peter Green à frente, resultou na gravação de, pelo menos, três álbuns clássicos - Fleetwood Mac, Mr Wonderful e a coletânea de singles Pious Bird Of Good Omen (e/ou English Rose), além de Blues Jam in Chicaco, com mestres americanos do gênero.

Filha direta do John Mayall's Bluesbreakers, de onde vieram Peter Green, John McVie e Mick Fleetwood, a banda destacou-se entre as que dedicaram-se a recriar o blues americano na segunda metade dos anos sessenta. Em muito, o destaque deve-se ao guitarrista Peter Green, um gênio do instrumento - atingido pela esquizofrenia, mas que seguiu em atividade - que agregou ao blues novas técnicas e estilos, que se notam mais claramente em composições como a clássica Black Magic Woman, imortalizada por Santana. Outro diferencial foi a presença de três guitarristas: além de Green, Jeremy Spencer, um mestre na slide guitar e rock and roller nato, e Danny Kirwan, com formação mais rebuscada e pop.

Mas a descoberta do estrelato veio mesmo em 1977 com o excelente álbum Rumors. Muitos criticam pela banda ter abandonado o blues e ser muito mais POP (bobagem, é fenomenal). É aqui que entram as duas mulheres nos vocais (Christine McVie e Danny Kirwan). Rumours não foi apenas a sua obra prima, mas também foi tão grande que transformou-se num terremoto cultural, ficando durante 31 semanas em primeiro lugar nas paradas no ano de 1977. Das suas 11 músicas, 4 ficaram em as Top 10, um incrível feito para qualquer banda. Pode parecer estranho, mas esse disco é um dos cinco álbuns mais vendidos da história, vencedor do Grammy de melhor álbum do ano de 1977.

A banda vendeu até hoje,mais de 100 milhões de discos.

Curtam agora “Landslide”,um dos seus maiores sucessos.

 
Grande abraço e até semana que vem. Long Live, Rock n’ Roll \o/

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