4 de fevereiro de 2013

Segunda Saudável:Sapucaia

Fonte: Fazenda Citra

Pelo nome de sapucaia é conhecido, no Brasil, um grande número de árvores que pertencem a família botânica das Lacitidáceas, a mesma da imponente castanheira-do-brasil ou castanheira-do-pará. 

Em sua maioria, as sapucaias caracterizam-se pela forma peculiar de seus frutos. Tratam-se de urnas ou caçambas, de casca dura e de aparência lenhosa, que encerram uma boa quantidade de amêndoas comestíveis muito apreciadas. Aos poucos, à medida que os frutos amadurecem, seus opérculos desprendem-se e as amêndoas espalham-se pela mata espontaneamente. É frequente, em uma mesma árvore, em um mesmo galho, encontrarem-se sapucaias abertas e fechadas. 

A sapucaia é árvore característica da floresta pluvial atlântica, ocorrendo desde o Ceará até o Rio de Janeiro. 

Com o grande desmatamento que essas áreas sofreram no passado, as sapucaias foram bastante reduzidas. No entanto, em algumas localidades, protegidas em parques ou reservas, ainda se vêem verdadeiras matas de sapucaias nativas destacando-se no conjunto florestal. A árvore pode ser também encontrada na região amazônica, e, em alguns casos, na alta floresta, ela apresenta a magnetude da natureza que a gerou, alcançando mais de 30 metros. 

As sapucaias e os seus frutos, nativos da terra brasileira, já eram bastante conhecidos e aproveitados pelas populações que habitavam o Brasil na época da chegada dos primeiros europeus, no século 16. Atraídos pelas qualidades das plantas - útil, exótica e ornamental - e impressionados com as suas peculiaridades, logo nos relatos dos primeiros viajantes encontram-se descrições e detalhamentos de sua conformação. 

De acordo com Eurico Teixeira, Pêro de Magalhães Gândavo descreveu os frutos das sapucaias como grandes cocos muito duros, repletos de castanhas doces e extremamente saborosas. Para ele, esses frutos não pareciam criados pela natureza e sim por algum artifício da indústria humana. Isso porque suas bocas, voltadas para baixo e cobertas por capas que caem sozinhas, permitem que também as castanhas possam cair e dissipar-se naturalmente. 

A flor da sapucaia 

Fonte: Jardineiro
Quando chega a época da floração, a sapucaia transforma-se: todo o verde da árvore fica encoberto por uma capa cor-de-rosa, um belo espetáculo propiciado pela conjunção das flores arroxeadas e intensamente aromáticas, que tomam a copa da árvore e mesclam-se com as folhas novas, que também nascem coloridas de rosa lilás. O chão fica coberto pelas cores das folhas e flores. Aos poucos, as folhas vão ficando esverdeadas e os frutos vão tomando a sua forma característica. 

As amêndoas aromáticas e oleaginosas da sapucaia podem ser consumidas cruas, cozidas ou assadas, constituindo-se em excelente alimento. Estas podem substituir, em igualdade de condições, as nozes, amêndoas ou castanhas européias comuns, prestando-se como ingrediente para doces, confeitos e pratos salgados. Vazios, os receptáculos das amêndoas são transformados pelo homem em uma variedade de objetos de uso: cumbucas, caçambas, vasos, potes, pratos, marmitas e o que mais for preciso. 

As amêndoas da sapucaia são muito apreciadas pelos animais silvestres, sendo especialmente aproveitadas pelos macacos, capazes como são de alcançar as amêndoas ainda dentro das cumbucas quando elas começam a se abrir lá no alto da árvore. Aliás, um fato curioso envolve esses animais e a fruta, que, por isso, é também conhecida como cumbuca-de-macaco ou marmita-de-macaco. 

Segundo conta Pio Corrêa e vários outros estudiosos, o macaquinho novo, inexperiente, quando se depara com uma sapucaia aberta e cheia de saborosas amêndoas, vai com muita sede ao pote, enfiando a mão na cumbuca para pegar um punhado delas, de uma vez só. Assim, quando tenta retirar a mão lá de dentro, não consegue e se machuca, pois sua mão cheia de amêndoas, por menor que seja, não passa pela estreita abertura da sapucaia. O macaco velho não age assim. Com a sabedoria de quem aprendeu se machucando algumas vezes quando ainda era jovem, ele usa as pontas dos dedos para retirar as amêndoas uma a uma, enquanto vai comendo. 

Ao que parece, foi a predileção dos macacos pelos frutos da sapucaia que deu origem ao provérbio: “Macaco velho não mete a mão em cumbuca!” 

Fonte: O Poder das Frutas / Wikipédia 


Banda da semana...Slade! 


Uma das mais importantes banda inglesas de todos os tempos, o quarteto de ferro do Slade é formado por Noddy Holder (vocals, guitar), Dave Hill (guitar), Jimmy Lea (bass) e Don Powell (drums). Esses quarto músicos despontaram no cenário em 1966, com o single “You better Run” produzido por Kim Fowley. 

Os anos seguinte não trariam nenhuma novidade para os músicos. O cenário não dava espaço para novas bandas com o tipo de som que o Slade fazia e com o visual que tinham seus integrantes. 

Com a entrada da década de 70, o Slade viu no chamado glam rock uma boa oportunidade de aparecer. A banda fez fotos promocionais no visual da época e lançou o single do cover "Get Down And Get With It", que chegou ao Top 20 em 1972. 

Os músicos se empolgaram e Jim Lea e Noddy Holder começaram a investir em composições próprias. ”Cuz I Love You” chegou ao número 1 das paradas. Até a presente data o Slade já havia lançado quatro discos: “Ambrose Slade Beginnings” (69), “Play It Loud” (70), “Alive!” (72), “Slayed?” (72). 

Nos anos seguintes o Slade se tornaria um campeão dos charts, enquanto músicas como "Mama Weer All Crazee Now", "Cum On Feel The Noize" e "Skweeze Me Pleeze Me” surgiam nas paradas. 

Em 73, o Slade participa de um famoso festival de natal no Reino Unido, e isso rende um álbum. A banda chegava ao topo do rock inglês. 

Os próximos álbuns foram: “New, Borrowed And Blue” (74), “Nobody's Fools” (76), “Whatever Happened To Slade” (78) e “Return To Base” (79). 

Fato curioso é que o Slade tinha o mesmo álbum com nomes diferentes para EUA e Reino Unido. “Old, New, Borrowed And Blue”, por exemplo, saiu na América com o título de “Stomp Your Hands, Clap Your Feet”. 

Em 1980, a banda faz uma apresentação no Reading Festival. Esta apresentação se tornaria o álbum “Slade Alive”. 

Em 1983, a banda ganha o mundo (inclusive o Brasil) com a balada “My oh My” do disco “The Amazing Kamikazee Syndrome”. 

Os anos 80, foram muito competitivos para a banda que disputava o espaço com grupos como Def Leppard (na Inglaterra) e com o Quiet Riot na América. 

Álbuns como “Rogues Gallery”, que traz a excelente “Hey Ho wish Well” e “You Boyz Make Big Noize”, não conseguiram emplacar, e a banda acabou dando um tempo na carreira, só vindo a lançar um novo álbum em 1996. 

O Slade é uma daquelas bandas que possuem milhares de coletâneas, para quem não conhece a banda, uma boa opção. Sugestões? “Smashes” (80), “Slade's Greats” (84) e “Greatest Hits: Feel The Noize” (97). 

Curtam agora uma das minhas favoritas,”My oh My”. Grande abraço e até semana que vem. 



Long Live, Rock’n Roll \o/ 




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