17 de outubro de 2013

Fala aí mestre João!

Fonte: KLAXONSBC
Nesta semana em que comemoramos o dia dos professores, passei momentos agradáveis relembrando dos grandes mestres que tive em minha vida.

Desde a primeira, minha irmã Silvia, que por ser dois anos mais velha que eu, ingressou na escola antes, deixando-me sozinha em casa. Quando ela chegava da aula e queria fazer sua lição, por nada eu deixava, queria brincar e pronto. Eram momentos terríveis para nossos pais, avó e bisavó que tentavam resolver me convencendo que ela deveria fazer a tarefa antes de brincar, mas que nada, eu queria mesmo era brincar e tome chororô e muita manha. Até que meu pai - que só pode ter sido inspirado pelos irmãos de luz – comprou uma lousa, giz e apagador e montou uma escolinha na nossa cozinha, antes de fazer sua tarefa, minha irmã do alto de seus sete anos virava minha professora, me ensinava o beabá, me passava tarefa e aí nós duas fazíamos nossa tarefa juntas.

Me lembrei então, da tia Marília, minha primeira professora oficial. Haja paciência, e ela teve muita, com a criança que já sabia ler, escrever e fazer continhas e por isso se recusava a fazer pauzinhos, cobrinhas e outros exercícios aplicados para desenvolver a coordenação motora dos doces e pequenos alunos.

Estudar sempre foi um prazer para mim, mas apenas as matérias que me interessavam, e por sorte sempre tive grandes mestres que me ensinaram muito mais que a matéria formal escolar.

Não vou citar outros nomes para não ser injusta com nenhum, apenas lembrarei aqui do mestre inspirador deste artigo, João Batista Ernesto de Moraes, nosso querido professor João, do curso de Biblioteconomia. Por não ser bibliotecário, ele não nos cobrava o aprendizado técnico e tão importante para nossa formação e atuação profissional.

João é um homem das letras, dos livros e dos grandes autores. Suas aulas eram leves – mesmo quando insistia em dizer que a morfologia era legal – sempre com uma piada sutil, às vezes sarcásticas, mas sempre inteligente para nos contar. Conheci com ele muitos autores incríveis que não estão na lista dos dez mais, como Stanislaw Ponte Preta por exemplo.

Ao mestre João, e a todos os mestres do mundo agradeço humildemente por sua dedicação e paciência tão necessárias a quem dedica sua vida a ensinar e ampliar nossos horizontes para que possamos desejar e lutar por um mundo melhor.

Fala aí mestre João, ficou bom?


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