22 de setembro de 2014

Segunda Saudável: Abiu

O abieiro é uma planta considerada originária da região amazônica próxima às encostas andinas do Peru e do oeste da parte amazônica brasileira. A árvore e seu fruto – o abiu – são facilmente encontrados na forma silvestre por toda a Amazônia, assim como várias outras plantas da grande família das Sapotáceas, à qual pertence, assim como o sapoti, o caimito e o cutite.
 
Segundo Ivo Manica, o abiu já era muito conhecido nas civilizações pré-colombianas da América do Sul e Central, sendo até hoje apreciado e consumido nos aldeamentos indígenas amazônicos.
 
O abieiro é uma planta que produz uma grande quantidade de frutos, razão pela qual, na época da frutificação, é comum a presença de balaios de abius sendo comercializados nas feiras e mercados na região Norte do Brasil. Por ali, o abiu é muito popular, sendo raros os quintais ou pomares domésticos que não possuem pelo menos um exemplar da árvore de abiu. Os abieiros fazem até mesmo parte da arborização urbana da região, enfeitando praças de Manaus e também sendo encontrados nas cercanias de Belém.
 
Apesar de ser nativo da Amazônia, o abieiro cresce e frutifica em quase todo o Brasil litorâneo, por onde se espalhou sem pedir licença, sendo presença forte nas áreas litorâneas onde existem remanescentes da Mata Atlântica. Nessas regiões, ao contrário, em virtude do desmatamento generalizado, o abieiro tornou-se raro e o consumo do abiu, bissexto, assunto apenas para apreciadores que sabem onde encontrar uma ou outra árvore de abiu ainda produtiva.
 
A forma do abiu difere bastante de uma variedade para outra, podendo ocorrer frutas inteiramente redondas, ovais e mesmo alongadas, todas elas do tamanho aproximado de um ovo grande de galinha ou de pata. A superfície do abiu é lisa e contém uma polpa gelatinosa, branca ou amarelada, que pode ser tanto adocicada como sem sabor. Às vezes, no entanto, para o prazer de muitos, a polpa do abiu é dulcíssima: que o digam os pássaros e morcegos que se deliciam com o sumo dos abius.
 
Para Eurico Teixeira, o abiu pode ser considerado verdadeiro símbolo da pátria, por levar como bandeira suas cores principais: o verde e o amarelo.
 
A fruta é aproveitada quase sempre ao natural, podendo porém, ser conservada até uma semana quando refrigerada. Como fruta seca, deve ser consumida exclusivamente quando estiver bem madura e amarela, pois, do contrário, sua casca libera um leite branco e viscoso que adere aos lábios, provocando uma sensação desagradável.
 
Sendo o abiu fruta generosa, de árvore bonita e de abundante frutificação, basta um único abieiro num quintal caseiro para suprir toda a família da delicadeza dos sabores da fruta.
 
Apesar de todas as suas excelências e qualidades, o abieiro ainda permanece no Brasil apenas como árvore frutífera de quintal e de pomares não comerciais. Pesquisadores da Embrapa de Belém (PA), no entanto, já conseguem produzir abius pesando quase 1 kg, o que abre caminhos para o aproveitamento comercial da fruta.
 
Abiu piloso
 
Variedade de abiu, de cor amarelo-alaranjada e polpa consistente esbranquiçada. Também comestível, difere do abiu comum por ser mais arredondado e apresentar em toda a casca, por fora, uma forragem de finos pêlos. Sua polpa envolve apenas uma grande semente negra, localizada em posição vertical, bem no centro do fruto; ao contrário do outro abiu, cuja semente fica deslocada para o lado, em posição horizontal.
 
Fonte: O poder das frutas / Revista Rolling Stones
 
 
 
As 100 Maiores Músicas Brasileiras: "Foi um Rio que Passou em Minha Vida" – Paulinho da Viola (#75)
 
Essa música é a história da paixão pela Portela e uma resposta que Paulinho dá a ele mesmo, quando, por alguma desilusão, andou arrastando asas para a Mangueira, com “Sei lá Mangueira” (1969), em parceria com Hermínio Belo de Carvalho. “Foi um Rio Que Passou em Minha Vida” foi uma oportunidade de reatar com o antigo amor e se transformou no maior sucesso de todo o seu cancioneiro.






Grande abraço e até semana que vem.



 

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