16 de abril de 2012

Segunda Saudável: Juá

Google Imagens
Não é difícil entender por que o juazeiro é considerado a árvore confidente do sertão, a árvore conselheira, solidária às dores dos habitantes do semi-árido nordestino.

O poeta da música popular brasileira, Luiz Gonzaga, assim como o seu parceiro Humberto Teixeira, conhecedores da alma do sertanejo, sabem disso.

Como a árvore, embora possa alcançar entre 10 e 12 metros de altura, tem características arbustivas com vários galhos bem próximos ao solo, é com facilidade que os animais se alimentem de seus ramos tenros, folhagens e frutos: os juás. Dessa forma, o juazeiro tornou-se importante recurso forrageiro, servindo de alimento complementar aos animais de criação, especialmente nos períodos de seca.

Durante a frutificação, toda a árvore se enfeita de frutos redondos, amarronzados, que encerram uma polpa translúcida. Tanto mucilaginosa como farinácea, essa polpa é difícil de ser separada da única semente do fruto. Agradável de ser comida ao natural, a um só tempo adocicada e um pouco ácida, a polpa do juá é muito rica em vitamina C.

O juá, fácil de coletar, costuma ser aproveitado pelo sertanejo para o consumo no próprio local da coleta ou para a comercialização nas feiras nordestinas, onde a fruta é vendida com relativo sucesso. Com a polpa da fruta preparam-se refrescos e doces, podendo também ser misturada à farinha.

O juazeiro, planta espontânea do interior do Piauí ao norte de Minas Gerais, habitante de toda a região conhecida como Caatinga, presta-se ainda a vários outros fins. Suas folhas são muito empregadas na medicina popular para tratar distúrbios estomacais. A entrecasca de seu tronco, rica em saponina - substância que proporciona a produção de espuma -, é utilizada na escovação dos dentes e na higiene corporal, podendo ser matéria-prima para a fabricação de sabões e pastas de dente.

Por tudo isso, trata-se de mais uma daquelas dádivas da natureza, plantadas no sertão para amainar um pouco a dura vida do sertanejo nordestino.

Fonte: Poder das Frutas

Artista da semana...Jimi Hendrix!


Jimi Hendrix não foi um músico excepcional no sentido exato da palavra. Autodidata e canhoto, tocava de maneira completamente estranha uma guitarra Fender Stratocaster para destros, com as cordas invertidas. Revolucionou a maneira de tocar guiatarra, desenvolvendo o uso da alavanca e principalmente dos pedais conhecidos como wha-wha. Mais do que isso colocou a figura do guitarrista como principal personagem nas bandas de rock. Seus solos e riffs foram uma das principais raízes para o nascimento do heavy metal.

Johnny Allen Hendrix nasceu em Seattle, Washington, em 1942. O seu nome foi posteriormente alterado pelo pai ainda durante a infância para James Marshall Hendrix. Aos 16 anos começou a tocar violão, participando de um grupo chamado Velvetones. Aos 17 ganhou do pai uma guitarra elétrica e entrou para o grupo Rocking Kings que mais tarde mudaria de nome para Thomas & The Tomcats. Jimi resolveu abandonar a escola e entrar para um batalhão de paraquedismo do exército, de onde foi logo desligado em virtude de uma fratura no joelho. Sem a escola e não podendo mais seguir carreira no exército decidiu se dedicar exclusivamente à música, tocando em bares e clubes com o amigo Billy Cox em uma banda chamada King Kasuals. Em 1963 Mudaram-se para New York, onde atuou também como músicos de estúdio, gravando e tocando com os Isley Brothers, Jackie Wilson e Sam Cooke.

Em 1965, em uma de tantas apresentações ao vivo como acompanhante de bandas diversas, Jimi chamou a atenção de Little Richard, grande astro e pioneiro do rock and roll dos anos 50. Apesar da excelente recepção por parte do público e da boa química surgida entre o vocalista e guitarrista, o ego imenso de Little Richard não permitiria que um guitarrista talentoso ofuscasse a sua presença no palco. Com a desculpa de que Hendrix havia perdido o ônibus da banda após um show em Nova York, Little Richard o demitiu, felizmente não antes que alguns dos shows houvessem sido devidamente registrados.

Devido à excelente repercussão de suas performances com Little Richard Jimi consegue um contrato de dois anos com a gravadora Columbia. Rapidamente deixa de ser figurante e monta sua própria banda, Jimmy James and The Blue Flames. O jovem guitarrista canhoto chama a atenção não apenas pelos solos imprevisíveis e de estilo inédito até a época, mas também pela extrema habilidade em tocar a guitarra com os dentes ou nas costas.

Chas Chandler, baixista do grupo The Animals, ouve a banda e se impressiona, pede a Jimi para ser seu empresário e passa a divulgar a banda na Inglaterra. A única condição de Hendrix foi a de que, chegando a Londres, fosse apresentado a Eric Clapton, no que foi prontamente atendido por Chandler. A admiração entre Hendrix e Clapton foi mútua, apesar dos estilos diferentes. Mitch Mitchell é chamado para ser o baterista da banda, rebatizada de The Jimi Hendrix Experience. Logo gravam três singles, Hey Joe, Purple Haze e The Wind Cries Mary, seguidos de extensa divulgação em rádios e tvs inglesas. Em abril de 1967 sai o seu primeiro LP, Are You Experienced, um clássico do rock de todos os tempo. Após uma turnê como banda de apoio na Europa fazem sua estréia na America no Monterey Pop Festival na California, logo após seguindo em turnê americana como banda de abertura dos Monkees.

Ainda em 1967 sai o segundo álbum, Axis: Bold as Love, logo seguido por Electric Ladyland (em janeiro de 1968) que continha o hit All Along the Watchtower de Bob Dylan. Segue-se uma fase de muitas participações de Hendrix como músico ou compositor em discos de artistas diversos. A banda Experience é desfeita e Hendrix monta uma nova banda com Mitch Mitchell, Billy Cox, o segundo guitarrista Larry Lee e os percursionistas Juma Sultan e Jerry Velez. O novo nome da banda é Gypsy Sons. Logo Mitch Mitchell seria substituído por Buddy Miles e a banda mudaria de nome para Band of Gypsys.

Em 1970 a banda Experience seria reformulada e lançariam The First Rays of the New Rising Sun, logo depois mudando novamente de nome para Cry Of Love.

Em 18 de setembro de 1970 Jimi Hendrix entrou em coma em um quarto de hotel de Londres, sozinho, sendo encontrado desacordado por uma equipe de paramédicos. A caminho do hospital foi constatada a sua morte em virtude de sufocamento por seu próprio vômito. Existem muitas controvérsias sobre a real causa da morte, mas provavelmente Hendrix sofreu uma overdose de pílulas tranquilizantes.

Curtam agora um dos seus maiores sucessos,um grande clássico do rock”Hey Joe”. Grande abraço e até semana que vem.


Long Live, Rock’n Roll \o/

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